11 de março de 2026

Acontece na Bspar

Case de ESG da BSPAR é apresentado na Feira da Indústria

O avanço das certificações ambientais e das práticas de governança voltadas à sustentabilidade tem ampliado o apoio à transformação da indústria brasileira. O tema foi debatido durante a palestra “Cases ESG: Principais conceitos e ações relacionadas ao desenvolvimento industrial sustentável”, realizada no segundo dia da programação da Feira da Indústria FIEC, no Centro de Eventos do Ceará. O encontro reuniu líderes empresariais contando com as ilustres presenças do ex-presidente da FIEC, Beto Studart; o presidente do NUTEC, Francisco Magalhães; o empresário Aderito Sequeira Praça, dentre outros, e especialistas que compartilharam experiências sobre como a adoção de indicadores ambientais vem impulsionando a competitividade das empresas.

A conversa foi moderada pelo gerente de Desenvolvimento Sustentável da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Joaquim Rolim, que destacou o crescimento da adesão ao programa de certificação ESG da entidade. Segundo ele, a iniciativa idealizada e implementada pelo presidente da FIEC Ricardo Cavalcante tem ajudado empresas a estruturar práticas responsáveis e mensuráveis, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável. “Importante sabermos utilizar os recursos naturais de forma a garantir que as futuras gerações também tenham acesso a eles. O programa já conta com 33 empresas participantes, sendo 10 classificadas com nota A em sustentabilidade e desempenho ambiental, evidenciando o avanço das práticas ESG no setor industrial”, disse.

A gerente de Processos e Qualidade da BSPAR, Geisia Vieira, destacou que a sustentabilidade na empresa está ligada à visão estratégica do empresário Beto Studart, presidente e fundador da companhia. Segundo ela, a governança da empresa orienta a atuação de diferentes áreas em torno de objetivos socioambientais. “Nossa governança possui estruturas bem definidas, alinhadas às atividades relacionadas ao ESG. Cada área trabalha essas premissas dentro de seu escopo, o que faz da empresa uma organização cada vez mais comprometida com o desenvolvimento sustentável”, explicou. A executiva explicou que aspectos como conforto urbano, qualidade de vida e integração com o ambiente fazem parte do planejamento desde o início dos projetos.

A gerente do Núcleo ESG da FIEC, Alcileia Farias, destacou o papel da certificação como instrumento de credibilidade para empresas que buscam consolidar suas práticas sustentáveis no mercado. Segundo ela, além de apoiar tecnicamente as indústrias, a Federação também estruturou uma parceria com uma certificadora internacional para garantir maior imparcialidade no processo. “O processo fortalece a confiabilidade das informações apresentadas pelas empresas. O objetivo não é apenas afirmar que uma organização é sustentável, mas comprovar esse compromisso por meio de auditorias independentes. Não basta afirmar que a empresa é sustentável. É preciso demonstrar quem auditou, quais indicadores foram avaliados e qual é o nível de alinhamento com essa agenda”, afirmou.

Ela explicou que o selo ESG da FIEC avalia 74 indicadores, distribuídos nos três pilares da agenda. Empresas que atingem mais de 80% dos critérios podem alcançar certificação de alto nível, demonstrando maturidade na implementação das práticas sustentáveis.

Entre os cases apresentados, o COO da AmazonTree, Marco Chagas, mostrou como a tecnologia pode ampliar a transparência em projetos de conservação florestal e geração de créditos ambientais. Ele contextualizou a complexidade de medir e monitorar áreas florestais em larga escala. Como destacou, “quando falamos da Amazônia, estamos lidando com uma dimensão gigantesca, e isso exige tecnologia para garantir precisão e transparência”.

O executivo explicou que a empresa utiliza soluções avançadas para medir biomassa e mapear áreas preservadas. Segundo ele, a tecnologia permite quantificar a vegetação com grande precisão, o que contribui para dar segurança a investidores e empresas interessadas em apoiar projetos ambientais.

“Conseguimos medir a biomassa em áreas de 16 por 16 metros e projetar virtualmente uma árvore digital equivalente. Esse tipo de tecnologia permite criar inventários florestais confiáveis e dar rastreabilidade aos créditos ambientais”, afirmou.

A experiência da indústria também foi destacada no painel. O diretor da Durametal, Victor Praça, explicou que a agenda ESG da empresa começou antes mesmo da popularização do conceito. Ele contou que o grupo implementou um sistema de gestão ambiental ainda em 2007, o que permitiu consolidar práticas que hoje fazem parte do pilar ambiental do ESG.

O diretor também destacou que a empresa tem investido na redução de emissões. “Atualmente, cerca de 85% do material utilizado na produção é proveniente de sucata reciclada, o que contribui para reduzir o impacto ambiental da operação. Além disso, a indústria passou a utilizar energia certificada com emissão zero, o que permitiu neutralizar o chamado escopo 2 do inventário de gases de efeito estufa”, detalhou.

Outro exemplo apresentado foi o da B&Q Energia, cujo CEO e presidente do Sindienergia, Luis Carlos Queiroz, ressaltou que a confiança dos clientes e a segurança dos trabalhadores sempre estiveram no centro da estratégia empresarial. Segundo ele, a empresa foi pioneira na adoção de certificações de segurança e gestão integrada no setor. “Há mais de quinze anos decidimos estruturar um sistema integrado de qualidade, segurança e gestão ambiental. Era uma necessidade para garantir confiança do cliente e segurança das equipes”, disse.

Atualmente, a empresa possui mais de cinco mil colaboradores espalhados pelo Brasil, o que torna a gestão ESG ainda mais desafiadora. Para o executivo, a comunicação interna e o alinhamento entre as equipes são fundamentais para garantir que as práticas sustentáveis sejam aplicadas de forma consistente em todas as operações.

Encerrando o painel, o diretor da Qair Brasil, Gustavo Silva, explicou que a agenda ESG da empresa começou a ganhar força quando o tema passou a integrar oficialmente a identidade organizacional. Segundo Silva, a definição tornou o tema parte central das decisões corporativas. “Quando a sustentabilidade passa a fazer parte da identidade da empresa, ela deixa de ser apenas um projeto e se transforma em um processo estratégico”, afirmou.

A companhia estruturou uma política de responsabilidade baseada em nove princípios de desenvolvimento sustentável e 21 diretrizes operacionais, além de definir prioridades alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entre as iniciativas implementadas estão o inventário anual de carbono, o uso crescente de energia renovável nas operações e a criação de um instituto voltado à atuação social nas comunidades onde a empresa está presente.

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